O Ministério Público do Estado do Acre, MPAC, por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania, instaurou um procedimento administrativo para apurar a falta de água e a má qualidade do serviço de abastecimento em Rio Branco.

De acordo com o MPAC, o fornecimento de água é um serviço público essencial, garantido pela Constituição Federal e pela legislação brasileira, e não pode ser interrompido sem justificativa legal nem sem aviso prévio aos consumidores. O órgão ressaltou que a água é um insumo vital, diretamente ligado à vida, saúde e dignidade humana.

Além da investigação sobre o abastecimento, o procedimento vai apurar a aplicação de recursos federais destinados ao município para obras de saneamento, que a Prefeitura de Rio Branco recebeu em abril de 2025 dois repasses que somam R$ 9,5 milhões, destinados à contenção da erosão na margem do rio Acre. O MPAC pretende verificar se o montante foi utilizado corretamente.


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