A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2025, previsto para ocorrer no dia 31 de outubro, na sede da B3, em São Paulo.

O certame representa o único de transmissão do ano e deve movimentar R$ 5,53 bilhões em investimentos, com a geração estimada de mais de 13 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.

O projeto envolve a construção de mais de mil quilômetros de linhas e reforços no sistema elétrico nacional.

Na região Norte, o destaque vai para o Lote 4, que contempla cerca de 350 quilômetros de novas linhas de transmissão e a construção da Subestação 500/230 kV Vilhena 3, nos estados de Rondônia e Mato Grosso.

O investimento estimado para este lote é de R$ 1,25 bilhão, com foco principal em ampliar a capacidade do subsistema Acre-Rondônia, considerado estratégico para o abastecimento de energia na região.

As obras devem contribuir para maior estabilidade e segurança no fornecimento elétrico aos dois estados.

Investimento bilionário da Aneel promete reforçar sistema elétrico

A proposta do lote do leilão é reforçar a interligação energética entre Acre e Rondônia, reduzindo a dependência de fontes locais e ampliando a integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com isso, espera-se que problemas históricos de oscilação e interrupções no fornecimento, especialmente em áreas mais isoladas no estado acreano, sejam minimizados nos próximos anos.

O prazo para conclusão dos empreendimentos varia entre 42 e 60 meses, conforme a complexidade das obras.

O leilão foi autorizado após passar pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), como prevê o trâmite legal.

Ao todo, sete lotes estarão disponíveis para concorrência, com empreendimentos distribuídos por 12 estados, incluindo, além de Rondônia, unidades da federação como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Maranhão.

O edital inclui ainda a instalação de compensadores síncronos, tecnologias que aumentam a qualidade da energia transmitida.

Além do Acre e Rondônia, outros estados do Norte não foram incluídos nesta rodada de investimentos. No entanto, a relevância do Lote 4 destaca a crescente atenção do governo federal à infraestrutura energética da região, marcada por desafios logísticos e ambientais.

Com a nova subestação em Vilhena, Rondônia se consolida como ponto estratégico para escoamento e redistribuição de energia no eixo Norte-Centro-Oeste.

O Ministério de Minas e Energia (MME) também solicitou a exclusão de cinco lotes inicialmente previstos no edital, transferindo-os para o primeiro leilão de 2026.

Esses lotes foram associados a contratos descumpridos pela empresa MEZ Energia, arrematados em leilões anteriores. A Aneel recomendou a caducidade desses contratos e aguarda a definição do TCU sobre uma possível solução consensual.

Apesar dessas exclusões, o Leilão nº 4/2025 permanece como um dos maiores e mais estratégicos dos últimos anos, especialmente para regiões como Acre e Rondônia, que ainda enfrentam limitações estruturais no setor elétrico.


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