O Ministério Público
Federal (MPF) enviou uma representação ao Ministério Público do Estado do Acre
(MPAC) pedindo que sejam avaliadas providências para a localização e a
preservação do acervo cultural do líder seringueiro e ambientalista Chico
Mendes. O acervo, que inclui documentos e materiais de valor histórico, está
desaparecido desde 2019.
A coletânea estava sob a
guarda da Biblioteca da Floresta, em Rio Branco. Segundo a representação do
MPF, os itens, que documentam a história da luta ambiental e social na região,
desapareceram após o fechamento da biblioteca para reforma e manutenção em
2019. Em maio de 2022, um incêndio também afetou parte do prédio da biblioteca.
O MPF ressalta que a
falta de informações sobre a localização e as condições do material representa
uma “iminente lacuna na memória coletiva” e “dano e prejuízo concreto à
coletividade”. A representação destaca, ainda, a inestimável importância do
acervo para a preservação da memória e da identidade cultural do estado do
Acre.
O documento, assinado
pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias,
aguarda a análise do MPAC, que tem a atribuição para decidir sobre a adoção de
medidas cabíveis para garantir a devida preservação do acervo cultural.


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