Troca por alimentos
mal começou e bilhetes gratuitos já são comercializados na internet; ação
social visava ajudar famílias em situação de vulnerabilidade.
RIO BRANCO (AC) —
Apenas alguns horas após o início da troca oficial de alimentos por ingressos
para a programação de shows da Expoacre 2026, internautas e frequentadores do
evento foram surpreendidos por um problema recorrente: a comercialização ilegal
dos bilhetes em plataformas virtuais e redes sociais.
A iniciativa,
batizada de ingresso solidário, foi criada com o objetivo de arrecadar
toneladas de alimentos não perecíveis para distribuição a famílias em situação
de extrema vulnerabilidade social no Acre. Para garantir o acesso às atrações
nacionais da feira, a população precisava apenas entregar itens da cesta básica
nos pontos de coleta autorizados. Para garantir a entrada na feira
agropecuária, a organização estabeleceu a regra de 2 kg de alimentos não
perecíveis por cada ingresso.
Regras para conter
a ação de cambistas
Visando inibir a
venda irregular e garantir que o benefício chegue ao maior número de
visitantes, foi imposto um limite de até quatro ingressos por CPF para cada
noite de atração.
Atenção: As
autoridades reforçam que o ingresso solidário tem caráter gratuito e vinculado
à doação social.
Vendas ilegais
persistem nas redes sociais
Apesar das travas
de segurança e do limite por CPF, a reportagem apurou que cambistas já estão
atuando em plataformas e grupos digitais. Há anúncios oferecendo as entradas
solidárias por valores de até R$ 70, prática que configura crime contra a
economia popular.
A organização do
evento orienta a população a não adquirir bilhetes com terceiros e denunciar
canais de venda não oficiais.


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