RIO BRANCO – O cenário é
de "déjà-vu", mas a indignação da população é renovada a cada
temporal. Bastam poucos minutos de chuva forte para que o trecho da Estrada do
Calafate, nas proximidades da loja Havan, transforme-se em um verdadeiro braço
de rio, impossibilitando a passagem de veículos e colocando em risco a
segurança de quem precisa trafegar pela região.
Um Problema de
"Aniversário"
O gargalo na drenagem do
Calafate não é novidade. Entra ano, sai ano, e as promessas de melhoria parecem
escoar junto com a água da chuva. Moradores e comerciantes locais relatam que a
situação é de conhecimento público há quase uma década, mas a Prefeitura de Rio
Branco nunca apresentou uma solução definitiva para o escoamento das águas pluviais
naquele ponto específico.
O "Efeito
Havan"
A queixa da comunidade ganhou um novo capítulo após a construção da megaloja Havan. Segundo relatos de motoristas e residentes, a impermeabilização do solo e as alterações no terreno para a chegada do empreendimento parecem ter sobrecarregado o sistema de drenagem, que já era insuficiente.
"Antes já alagava,
mas agora qualquer garoa vira um transtorno. Parece que a água não tem para
onde ir e fica represada bem aqui na pista", afirma um morador que prefere
não se identificar.
Transtornos e Prejuízos
Além do risco de
acidentes e danos mecânicos aos veículos que se arriscam na travessia, o
alagamento trava uma das principais vias de acesso a diversos bairros
populosos. O resultado é o isolamento temporário de milhares de pessoas e o
atraso na rotina de quem depende do transporte público.
Até o momento, as
intervenções realizadas no local foram paliativas, como a limpeza de bueiros
que rapidamente voltam a entupir. A população cobra agora um projeto de
engenharia robusto que resolva o problema de uma vez por todas, antes que o
próximo período de chuvas intensas cause prejuízos ainda maiores.


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